Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades Ceará-Mirim e Patu/RN
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, a 24ª e 25ª fases da Operação Uiraçu, com o objetivo de combater o armazenamento e o compartilhamento de mídias com cenas de abuso sexual infantil na internet. Na ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades Ceará-Mirim e Patu/RN.
Durante o cumprimento da ordem judicial, foram apreendidos um aparelho celular e computadores que passarão por perícia técnica, a fim de subsidiar as investigações em andamento.
Embora o termo "pornografia" ainda seja utilizado em nossa legislação (Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir "qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais", a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou mesmo "violência sexual de crianças e adolescentes", pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência infligida nas vítimas desses crimes tão devastadores.
Além disso, a Polícia Federal
alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar
seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos
sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como
utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de
perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar
atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em
relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações
de risco. É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir
diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e
devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a
segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e a informação continua
sendo um instrumento capaz de salvar vidas.

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